Título: Vaccarezza: É desejável PT presidir Câmara
Autor: Camarotti, Gerson
Fonte: O Globo, 01/11/2010, O País, p. 20
Cotado para o cargo, petista diz que nenhum nome é consenso
SÃO PAULO. O deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP), líder do governo Lula na Câmara, disse que, por ter a maior bancada, ¿é desejável¿ que o PT eleja o presidente da Câmara no início do novo período legislativo e que o PMDB, o segundo maior em número de parlamentares eleitos, tenha o presidente para o segundo biênio. Vaccarezza é um dos mais cotados para o cargo.
¿ O mais importante é que a gente não saia com candidaturas se chocando. A base aliada deve ter um nome, de consenso ¿ disse Vaccarezza, ao votar numa escola na Vila Formosa, Zona Leste de São Paulo.
O deputado lembrou que o PT tem outros nomes na disputa, como Arlindo Chinaglia, João Paulo Cunha, Marco Maia e Luiz Sérgio.
¿ Nenhum nome é consenso no PT. O meu nome não é ¿ disse.
Vaccarezza afirmou que, se não for escolhido para disputar o cargo, apoiará sem ¿nenhuma mágoa¿ o petista escolhido: ¿ Não serei elemento de discórdia.
Para ele, o atual presidente e candidato a vice na chapa com Dilma Rousseff, Michel Temer (PMDB-SP), não deve se envolver na luta pela presidência da Câmara.
¿ Não convém o vice Michel Temer se envolver nessa disputa ¿ disse Vaccarezza, lembrando que tem conversado com Henrique Eduardo Alves (PMDB-CE), que também é candidato a presidente da Câmara, pelo PMDB. ¿ Henrique Eduardo Alves é meu amigo. Tenho conversado muito com ele.
Até o final de novembro esse processo estará mais claro.
Para Vaccarezza, uma disputa entre petistas e peemedebistas ¿não é adequada¿: ¿ O PMDB tem direito de ter candidato, de disputar, mas acho mais adequado para todos que não haja disputa entre PT e PMDB. É natural que o PT seja o nome do primeiro biênio e o PMDB, o do segundo biênio ¿ disse, afirmando ainda que, com Dilma presidente, a perspectiva é de muita ¿tranquilidade¿ no Congresso.
De acordo com ele, no ano que vem, a Câmara deve priorizar a discussão do marco regulatório do pré-sal.
Sobre um eventual ministério de Dilma Rousseff, caso a vitória dela se confirme nas urnas, Vaccarezza disse que vai trabalhar para que este assunto ¿não seja um elemento de disputa e discórdia¿ interna no PT e na relação do partido com a base aliada. Ele elogiou o ex-ministro Antonio Palocci e lembrou que, por orientação de Dilma, os petistas não devem falar sobre ministeriáveis.