Título: OMS: vacina para todos
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Fonte: Correio Braziliense, 14/07/2009, Brasil, p. 11

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que é impossível impedir o avanço do vírus da nova gripe pelo mundo e que todos os países precisarão recorrer à vacina. Apesar disso, a diretora de vacinas da OMS, Marie-Paule Kieny, considerou remotas as chances de que o medicamento esteja pronto antes do início do inverno no hemisfério norte. O clima frio favorece a proliferação do vírus e infectologistas temem que a segunda geração do A H1N1 seja mais agressiva.

Os especialistas consultados pela OMS estabeleceram como prioridade a vacinação de quem trabalha no setor de saúde, para evitar que os profissionais sejam infectados e desfalquem os hospitais. Quanto às outras pessoas, Kieny informou que cada país deve orientar a imunização conforme sua prioridade. A diretora também confirmou que a obesidade é um fator de risco para pacientes infectados pelo A H1N1.

A Argentina, um dos países mais afetados pela nova gripe no mundo, convocou ontem os ministros da Saúde do Brasil, Bolívia, Chile, Uruguai e Paraguai para um encontro em Buenos Aires. Em comunicado, o Ministério da Saúde argentino afirma que quer ¿avançar na coordenação de medidas conjuntas para combater a pandemia¿.

A reunião será na quarta-feira. Até o fechamento desta edição, a assessoria de imprensa do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, não confirmou presença no encontro. A nova doença já matou 94 pessoas na Argentina.

Confusão no aeroporto

Um avião da Gol vindo de Manaus ficou retido na manhã de ontem no Aeroporto Juscelino Kubitschek por cerca de uma hora devido a uma suspeita da gripe. Um passageiro de 64 anos informou a tripulação que estava com dor de garganta. O comandante foi orientado a fazer o desembarque na pista. Todos os passageiros receberam máscaras e tiveram que preencher um formulário para informar dados pessoais e se estavam com sintomas de gripe antes de descer da aeronave.

O passageiro com os sintomas permaneceu no avião, onde foi examinado por um médico da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que descartou a suspeita, já que o homem não tinha febre, não esteve no exterior recentemente e nem teve contato com um possível infectado pelo novo vírus. Ele foi liberado e seguiu viagem com a esposa para Aracaju (SE).