Título: Elogios para a imprensa de fora
Autor: Lima, Maria; Damé , Luiza
Fonte: O Globo, 04/12/2010, O País, p. 10

Presidente afirma que correspondentes estrangeiros são fiéis aos fatos

BRASÍLIA. Diferentemente da crítica, constante e muitas vezes raivosa contra a imprensa nacional, a quem acusa de persegui-lo ou de não mostrar o lado bom de seu governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi só elogios aos correspondentes estrangeiros afirmando que a imprensa internacional é fiel aos fatos sobre o Brasil. Em entrevista para jornalistas de outros países, ontem no Rio, antes mesmo das perguntas, ele elogiou o trabalho dos estrangeiros e disse que o país está mudando. Para ele, a cobertura favorável da imprensa internacional é responsável pela boa imagem que o país goza atualmente no exterior.

- É gratificante saber o acompanhamento que vocês fizeram da evolução política e econômica do Brasil. Temos acompanhado as informações que têm saído na imprensa estrangeira e elas têm correspondido exatamente ao que tem acontecido no Brasil - disse.

O presidente reconheceu que seu governo não resolveu todos os problemas do país, mas, em seu entendimento, deu passos importantes para isso. Para ele, há um otimismo muito grande entre os brasileiros atualmente.

- Hoje, o grau de otimismo no Brasil é o mais extraordinário de qualquer país no mundo.

Destacou a ação da Polícia no Rio, no Morro do Alemão, como exemplo de que o país está mudando. E elogiou o governo de Sérgio Cabral, que estava ao seu lado durante a entrevista. Na visão de Lula, os estrangeiros agora não veem mais o Brasil apenas como o país do futebol ou do carnaval, mas como um país que está crescendo:

- Vocês retrataram bem o que aconteceu no Brasil na mídia internacional. Melhorou um pouco a imagem do Brasil. Os correspondentes mais velhos sabem que antigamente só se falava do Brasil quando jogava futebol ou perto do carnaval. Agora, fala-se do Brasil todo dia.

Lula voltou a dizer que depois que deixar a Presidência não irá dar palpite no governo de Dilma Rousseff:

- Preciso desencarnar de dentro de mim o papel de presidente. Não é que eu quero esquecer. Preciso tentar voltar o mais próximo possível da normalidade para que eu possa voltar a fazer política, sem competir com quem está governando, sem dar palpite no governo da companheira Dilma.

Ele informou que tem recebido convites para inauguração de obras quando deixar a Presidência, mas não está nos seus planos comparecer.

- Já estou sendo convidado para inaugurar obras depois que deixar a Presidência, mas não posso ir.