Título: Mais 6 mil no topo da pirâmide no país
Autor: Beck, Martha
Fonte: O Globo, 09/02/2011, Economia, p. 20

Número de ricaços com mais de R$1 milhão no banco cresceu 11% em 2010, para 63 mil

Mais de seis mil pessoas viraram milionárias no Brasil no ano passado. Balanço divulgado ontem pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) mostra que o número de pessoas com mais de R$1 milhão aplicado nos bancos brasileiros cresceu para 63.224 no fim de 2010, um aumento de 11% em relação aos 56.991 milionários de 2009. Segundo a Anbima, o patrimônio da indústria de private banking - área dos bancos brasileiros destinada aos clientes de altíssima renda - encerrou o ano passado com R$371,2 bilhões em ativos sob gestão, alta de 23% em relação ao fim de 2009.

- Grande parte desses clientes está concentrada no estado de São Paulo, mas devem ser considerados os aumentos expressivos que outras regiões tiveram de 2009 para cá - afirma Celso Portásio, diretor da Anbima e presidente do Comitê de Private Banking.

São Paulo concentra 55,3% das aplicações. No Rio de Janeiro, estão 18,3% do dinheiro dos milionários, enquanto Minas Gerais e Espírito Santo ficam com 5,8%. O Sul tem 13% dos ricaços, seguido pelo Nordeste, com 5,5%, e pelo Centro-Oeste, com 1,8%. Apenas 0,3% dos clientes de alta renda estão no Norte do país.

O Estado do Rio de Janeiro registrou um aumento de mais de R$15 bilhões (28,7%) em recursos sob gestão em dezembro do ano passado frente ao ano anterior. Mas a Anbima não divulga o total de novos milionários no estado.

Segundo o site G1, Portásio explicou que o aumento do número de milionários foi puxado pela expansão da economia, que gera aumento da renda e aquece o setor empresarial. O diretor da Anbima também disse ao G1 que esses investidores preferem aplicações um pouco mais arriscadas que as escolhidas pelo investidor comum. Do valor total aplicado pelos milionários do Brasil, 50% estão em títulos de renda fixa e variável e 44% em fundos de investimento. Os outros 6% estão em caixa, poupança, previdência aberta ou outros investimentos.