Título: Para oposição, não há nada a festejar
Autor: Gois, Chico de ; Beck, Martha
Fonte: O Globo, 04/03/2011, Economia, p. 22
BRASÍLIA. Enquanto os governistas comemoraram o crescimento de 7,5% do PIB, a oposição defendeu que a forte expansão da economia só ocorreu após a recessão em 2009 e por causa de medidas como alta da taxa de juros e corte nos gastos públicos. Para o PSDB, é hora de desacelerar e conter o que chamou de "gastança" do governo Lula, em especial no ano eleitoral de 2010:
- Os 7,5% seriam uma boa taxa de crescimento se os problemas estruturais da economia brasileira não estivessem aparecendo. Os juros foram para as estrelas. Os cortes em investimentos e programas sociais anunciados não passam de espuma - disse o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra.
O líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA), concordou:
- Para blindar a economia e garantir crescimento sustentável, o governo terá que fazer cortes que não foram os anunciados. Terá que cortar na carne, no tamanho do Estado.
Para o líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira, o país está com o "freio de mão puxado".
Já o líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (SP), comemorou e garantiu que "o Brasil pode ficar sossegado" porque a gestão de Dilma não deixará a inflação fugir do controle:
- A oposição, infelizmente, está em dissonância com o país e com o mundo.
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ressaltou a importância da alta de 7,5% do PIB para o reajuste do mínimo. Diante do resultado, o piso ficará em R$616 em 2012, segundo o Ministério da Fazenda.
- Isso (crescimento) é muito bom, porque mostra que estamos crescendo e começamos a atingir uma faixa que é a faixa dos países que mais se desenvolvem no mundo.