Título: China investe US$9 bi em refinaria
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Fonte: O Globo, 08/03/2011, Economia, p. 14
PEQUIM. A China aprovou ontem o projeto de construção de uma refinaria e petroquímica de US$ 9 bilhões por meio de uma joint-venture entre o Kuwait, sétimo maior produtor de petróleo do mundo, e a estatal Sinopec. Dessa forma, o país árabe sairá à frente de competidores como Venezuela, Rússia e Catar, que também planejam refinarias na China. O Kuwait planeja mais que dobrar suas exportações para a China que, no ano passado, atingiram a marca de 200 mil barris por dia. Para a China, que importa 55% de seu petróleo, o negócio é uma garantia de fornecimento a longo prazo. Ele inclui uma refinaria com capacidade para processar 300 mil barris por dia e um milhão de toneladas de etileno por ano. A China vem expandindo rapidamente seu setor de refinarias nas duas últimas décadas para alimentar uma economia que já é a segunda maior do mundo, mas que hoje enfrenta o fantasma da inflação. Ontem, o ministro das Finanças, Xie Xuren, disse que o país cortará impostos de importação, dará subsídios às famílias pobres em áreas urbanas e rurais e aumentará o estímulo à produção de alimentos para tentar conter a alta dos preços. Por sua vez, o ministro do Comércio, Chen Deming, destacou que o país tentará ampliar os canais para as importações de grãos e de algodão com o objetivo de responder à demanda crescente. A inflação dos preços ao consumidor da China subiu a um ritmo anual de 4,9% em janeiro, perto do seu maior índice em mais de dois anos. Uma alta puxada pelo custo dos alimentos, que subiram 10,3% ao ano. Uma moeda mais forte ajudaria a reduzir os custos de importação para a China, mas o governo está relutante em deixar o iuan aumentar de valor muito rapidamente. Embora ele tenha atingido seus picos de alta contra o dólar ontem, ele ganhou apenas 4% desde a desvalorização frente ao dólar, em junho passado: ? No longo prazo, o iuan está numa tendência gradual de alta. Agora, precisamos adotar uma abordagem gradual e controlada.