Título: Estrategistas americanos avaliam opções
Autor:
Fonte: O Globo, 08/03/2011, O Mundo, p. 16

WASHINGTON. Estrategistas militares americanos estão avaliando diversas opções além da declaração de uma zona de exclusão aérea, enquanto o governo Barack Obama analisa qual será sua resposta aos violentos ataques das tropas líbias aos rebeldes. A abordagem dependerá de como o cenário vai evoluir no país, assim como a disposição de EUA e aliados de usarem a força. Mesmo sem disparar um tiro, uma operação relativamente passiva de usar aeronaves em espaço aéreo internacional para provocar interferências em sinais de rádio pode dificultar as comunicações do governo líbio com suas tropas. Autoridades americanas informaram que preparativos para isso já estão sendo feitos. A última força militar colocada a uma distância capaz de atacar a capital Trípoli é a 26ª Unidade Expedicionária dos Fuzileiros, a bordo de dois poderosos navios de assalto anfíbio. Esta unidade é capaz de realizar operações no ar, terra e mar. A flotilha pode ser considerada um exemplo moderno da "diplomacia das canhoneiras", encorajando os rebeldes, ao mesmo tempo em que mina a confiança das tropas leais a Kadafi e seus mercenários e talvez até inspire um golpe palaciano. Outras opções incluem o lançamento de armas e suprimentos para os rebeldes por meio de paraquedas, assim como o envio de pequenas forças de operações espaciais para ajudá-los, como foi feito no Afeganistão na derrubada do regime talibã. Além disso, podem ser realizados ataques aéreos contra alvos selecionados. Do New York Times