Título: trabalhadores defendem pauta de reivindicações
Autor: Almeida, Cássia
Fonte: O Globo, 20/03/2011, Economia, p. 40

Já havia mobilização para greve quando conflitos começaram

PORTO VELHO. Trabalhadores da Usina Hidrelétrica de Jirau negaram que não houvesse uma pauta de reivindicações trabalhistas. A Camargo Corrêa afirmou que ¿não havia recebido qualquer pauta trabalhista até agora¿. Segundo os trabalhadores, eles pediam que as visitas às famílias fossem trimestrais, em vez de a cada quatro meses, e aumentassem de cinco a 15 dias. Outra reivindicação era que o valor da cesta básica subisse de R$110 para R$350 (pagos pelas empresas terceirizadas) e fosse entregue por outra bandeira de cartão, com maior aceitação.

¿ Só sete lugares aqui aceitam (a bandeira do vale alimentação) ¿ disse um operário.

A greve estava sendo preparada quando um operário foi agredido por um motorista e a confusão começou, na terça-feira. No dia seguinte, com a Polícia Militar no canteiro, a greve começou, dizem os trabalhadores:

¿ Estávamos fechando o caminho para impedir que os ônibus fossem para as frentes de trabalho. Quando a polícia jogou gás lacrimogêneo e balas de borracha, a confusão recomeçou.

A Camargo Corrêa afirmou em nota que ¿as condições de trabalho em Jirau são as melhores disponíveis no país. Todos os alojamentos são equipados com ar-condicionado¿. E ressaltou que vem cumprindo ¿todos os compromissos contratuais¿. Ainda não há previsão de retorno das obras. (Cássia Almeida)