Título: Senadores de atos secretos vão para Conselho de Ética
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Fonte: O Globo, 30/04/2011, O País, p. 20
BRASÍLIA. Pelo menos dois dos novos integrantes do Conselho de Ética do Senado tiveram participação no caso dos atos secretos, que gerou uma das maiores crises políticas da Casa nos últimos anos. O presidente do Conselho de Ética, João Alberto (PMDB-MA), integrou reuniões da Mesa Diretora que beneficiavam senadores e funcionários, por meio de atos secretos. As deliberações ocorreram entre 2003 e 2007, quando João Alberto ocupou a suplência e a Segunda Secretaria. À época, a Mesa era comandada por Renan Calheiros (PMDB-AL), outro integrante do Conselho de Ética.
Apesar da constatação, publicada pelo jornal ¿O Estado de S. Paulo¿, João Alberto descartou a possibilidade de renunciar à presidência do Conselho. Disse que todas as deliberações eram respaldadas pelos líderes de todos os partidos. Afirmou ainda que nunca soube que as decisões da Mesa não seriam publicadas.
¿ Eu fazia parte de um colegiado de nove membros. Quando você assina, você não sabe se eles vão ser ou não publicados. Os cargos que eu exerci são os menores da Mesa. Eu nem sabia desses atos ¿ afirmou João Alberto.
Ele disse que tem ¿quase certeza¿ que nenhum dos funcionários de seu gabinete naquele período foram beneficiados pelos atos secretos.
¿ Se tivesse sido, o funcionário teria me agradecido, coisa parecida. E ninguém me agradeceu ¿ disse Alberto.