Título: Blairo faz apelo para manter diretor do Dnit
Autor: Fabrini, Fábio; Vasconcelos, Adriana
Fonte: O Globo, 13/07/2011, O País, p. 9

Pagot falou como se estivesse no cargo

BRASÍLIA. No fim do depoimento de ontem de Luiz Antonio Pagot, seu padrinho político, o senador Blairo Maggi (PR-MT), fez um apelo para que a presidente Dilma Rousseff o mantenha no cargo de diretor-geral do Dnit.

- Espero que essa audiência possa ajudar a presidente a buscar um caminho mais tranquilo para que as obras públicas possam andar. Não é segredo meu pleito. Se tiver algum problema, serei o primeiro a pedir para que Pagot se afaste, mas, se não houver empecilho, e nada for comprovado... Claro que cargos pertencem à presidente - apelou Blairo.

Para o senador, o critério usado por Dilma para determinar o afastamento de dirigentes do Ministério dos Transportes, após as denúncias de propinas, foi quase o da "sorte":

- Parece que o critério usado foi o de afastar quem foi citado na denúncia (da revista "Veja"). Não aconteceu nada com quem não foi citado. Foi quase uma questão de sorte.

O próprio Pagot, após várias vezes perguntado se voltaria ao Dnit, deu a senha do que pode ser a sua saída:

- Vim da iniciativa privada e estou doido para voltar. Se eu vou continuar no cargo, não sei. Só depende da presidente.

Pagot não usou verbos no passado, como se já estivesse fora, e apelou ao novo ministro, Paulo Sérgio Passos, que libere licitações de obras suspensas após as denúncias. O líder do PT, senador Humberto Costa, disse ter achado que Pagot se saiu "bem".