Título: Guerra de slogans na disputa de partidos
Autor: Weber, Demétrio
Fonte: O Globo, 16/07/2011, O País, p. 11
Política do governo acirra debate
GOIÂNIA. Variado repertório de slogans marca a disputa política no Congresso da UNE. Reunidos ontem para debater o Plano Nacional de Educação, integrantes de partidos e grupos rivais travaram ruidosa batalha de palavras de ordem. De um lado, a União da Juventude Socialista (UJS), braço estudantil do PCdoB, partido que controla a entidade; de outro, militantes do PSOL, do PCB e de grupos de oposição à atual diretoria.
Qualquer divergência é motivo para que uma facção comece a gritaria. O outro lado logo responde. E a discussão ganha ares de estádio de futebol ou passeata.
- Oposição unificada pra derrotar a pelegada - bradavam os militantes do PSOL e do PCB, que não conseguem juntar forças para derrotar o PCdoB.
A resposta era imediata:
- Oposição, eu não me engano: é vermelhinha, mas tem bico de tucano.
Os "governistas" defendem políticas públicas lançadas pelo ex-presidente Lula. O ProUni, que distribui bolsas para estudantes carentes em faculdades particulares, é uma dessas bandeiras.
- Ôôô, o filho do pedreiro vai poder virar dotô - argumenta a turma do PCdoB e da UJS.
Não é o que pensa a oposição:
- UJS, não leva a mal, o filho do pedreiro tem que ir pra federal.
De megafone em punho, o diretor da UJS, Wesley Lima, de 21 anos, aluno de Gestão Pública, não economiza a voz:
- Os slogans são a cara do movimento estudantil desde os seus primórdios. São as palavras de ordem que derrubaram um presidente da República, que defenderam que o petróleo é nosso e hoje gritam em defesa do Reuni, do ProUni, do Enem e da assistência estudantil. (Demétrio Weber)