Título: Empresa aérea do caso Erenice proibida de voar
Autor: Maltchik, Roberto
Fonte: O Globo, 11/10/2011, O País, p. 5
BRASÍLIA. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu o Certificado de Empresa de Transporte Aéreo concedido à Master Top Linhas Aéreas (MTA), envolvida no escândalo que derrubou, em 2010, a ex- chefe da Casa Civil Erenice Guerra. Segundo a portaria, publicada ontem no Diário Oficial da União, a MTA está proibida de operar no país por não oferecer condições de segurança de voo.
Isso põe fim às operações da MTA, que atuava na Rede Aérea Postal Noturna dos Correios. Segundo a Controladoria-Geral da União, os contratos tinham irregularidades como preços superfaturados em transporte de cargas entre Brasília e Manaus.
A empresa ficou conhecida após o empresário Fábio Baracat dizer à "Veja" que o filho de Erenice, Israel, cobrava valores mensais para facilitar negócios da MTA com os Correios. A Polícia Federal abriu inquérito para apurar tráfico de influência.
A MTA tem uma rota autorizada que não poderá mais operar: um voo semanal no trecho Manaus-Bogotá (Colômbia)-Miami (EUA)-Manaus. Segundo a Anac, a MTA sequer mantém pilotos. Segundo a agência, é uma "medida preventiva": "Como a empresa está parada há alguns meses, deixou de atender a alguns critérios técnicos relativos à segurança de voo, por exemplo, a empresa não tem pilotos".
O GLOBO procurou representantes da empresa nas sedes em Ribeirão Preto (SP) e Manaus, mas não os encontrou.