Título: Caso Agnelo difere do de Arruda, diz Gurgel
Autor: Éboli, Evandro
Fonte: O Globo, 09/11/2011, O País, p. 10

Procurador-geral evita comentar atitude do governador do DF de demitir cúpula da polícia

BRASÍLIA. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse ontem que a situação do governador Agnelo Queiroz (PT) não guarda semelhança com a de seu antecessor, José Roberto Arruda, defenestrado do cargo ano passado após a descoberta de um esquema de desvio de verba pública em sua gestão. Ano passado, Gurgel chegou a pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) intervenção no Distrito Federal. Ele não tomou a mesma atitude após virem à tona denúncias contra Agnelo.

- Acho que o quadro é distinto. Estamos, sim, apurando quais irregularidades que poderiam ser de responsabilidade do atual governador do DF, mas o quadro tem elementos, por enquanto, que não se assemelham de forma alguma com o que tivemos no passado - disse.

Gurgel evitou comentar a atitude de Agnelo de demitir a cúpula da Polícia Civil local após o vazamento de conversas telefônicas entre o governador e o policial militar João Dias, delator do suposto esquema de desvio de recursos:

- É algo que teria que ser apreciado no âmbito do Ministério Público do DF.

Agnelo está sendo investigado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) juntamente com o ex-ministro do Esporte Orlando Silva por desvios de recursos do programa Segundo Tempo, gerido pela pasta. Agnelo foi ministro do Esporte entre 2003 e 2006. Segundo o procurador, não há novidades na investigação:

- Nos próximos dias, deveremos ter vista dos autos para exame mais profundo. Temos de examinar os vídeos e periciá-los para ver efetivamente a validade e o que podemos usar deles.