Título: Problemas também no Aeroporto Internacional Tom Jobim
Autor: Schmidt, Selma
Fonte: O Globo, 27/12/2011, Rio, p. 10
Passageiros enfrentam escadas rolantes paradas, banheiros em más condições e estacionamentos lotados
Problemas de infraestrutura e lentidão nas obras também afetam o Aeroporto Internacional Tom Jobim. Na principal porta de entrada do Rio, os passageiros frequentemente sofrem com escadas rolantes e elevadores enguiçados, além de banheiros malcuidados. As esteiras rolantes que interligam os dois terminais também vivem em manutenção. Numa série de reportagens publicadas em outubro, O GLOBO mostrou ainda que o motorista que chega ao Tom Jobim se depara frequentemente com superlotação nos estacionamentos, extintores fora da validade, guichês de pagamento fora de operação, asfalto deteriorado e até casas de marimbondos.
Dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) e da portaria 23/2011 do Ministério do Planejamento mostram que, de 2008 até agosto deste ano, dos R$452.088.588 de dotação para compra de equipamentos e obras nos dois terminais de passageiros do Tom Jobim, apenas R$96.681.679 (21%) foram efetivamente usados. Em relação a 2011, a situação é ainda pior: da dotação de R$163.333.797 para investir nos terminais 1 e 2, somente R$7.080.910 (pouco mais de 4%) foram gastos até 31 de agosto.
Como no Santos Dumont, o Tribunal de Contas da União (TCU) também constatou superfaturamento na primeira etapa da reforma do Terminal 2 do Tom Jobim. O erro foi considerado grave e a ameaça, por parte do TCU, de determinar a paralisação da obra só não foi à frente porque a Infraero fez alterações no contrato, para corrigir parte dos gastos. A estatal reconheceu a falha, atribuída a possíveis erros de fiscalização interna.