Título: Em PE, obra avançou apenas 1%
Autor: Duarte, Alessandra
Fonte: O Globo, 01/04/2012, O País, p. 4
Falta de mapeamento de tubulações e fiações é um dos problemas enfrentados
RECIFE. Em Pernambuco - com uma capital em que só 30% da população têm acesso a esgotamento sanitário -, as duas obras citadas pelo Trata Brasil estão em atraso. Tida como não iniciada na pesquisa, a ampliação do sistema Proest 1 teve início em janeiro, mas até agora a obra avançou 1% do previsto. Pelo cronograma inicial, ela deveria ter começado em 2009 e ficado pronta este ano. A previsão é que só se conclua em 2014 ou 2015.
Entre os problemas apontados por funcionários das empreiteiras responsáveis pelo serviço estão escassez de mão de obra especializada e falta de mapeamento de fiações e tubulações subterrâneas, algumas pertencentes à própria Compesa (Companhia de Saneamento de Pernambuco).
Segundo a Compesa, o projeto foi concluído há uma década e teve longa tramitação na burocracia do governo federal até receber verba do PAC. Em sua concepção, o traçado dos bairros era diferente e muitas mudanças tiveram de ser incluídas no desenho inicial.
- A gente acha fibra ótica, tubulação de água, de gás. É muito confuso aí embaixo - reclama o topógrafo Cristiano Badu de Oliveira.
Além disso, o lençol freático tem nível alto, o que vem exigindo constantes escoramentos nas valas abertas para a colocação dos tubos. Segundo a Compesa, problemas como esses atrasam o andamento da obra. Pela previsão da empresa, a obra será entregue em julho de 2014 - caso não se registre inverno rigoroso.
Já o Proest 2, iniciado em 2008, exigiu investimentos superiores a R$ 53 milhões. Segundo a Compesa, 72% das obras já estão executadas. O cronograma inicial, porém, previa a entrega em 2010; e ela só deverá ocorrer em 2015.