Título: CSN proibida de avançar na Usiminas
Autor: Beck, Martha
Fonte: O Globo, 12/04/2012, Economia, p. 29

BRASÍLIA. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) proibiu ontem a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) de aumentar sua participação na Usiminas. Caso a ordem seja descumprida, a empresa pode ser multada em R$ 10 milhões. A decisão faz parte de medida cautelar apresentada pelo presidente do Conselho, Olavo Chinaglia.

Segundo técnicos do Cade, a CSN vinha aumentando sua participação acionária na Usiminas sem comunicar às autoridades de defesa da concorrência. Por isso, o Conselho determinou que a operação fosse submetida oficialmente ao governo. O caso está sendo instruído pela Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), do Ministério da Fazenda, para depois ser julgado pelo Cade.

Mas, enquanto isso não ocorre, a atuação da CSN foi suspensa. A maior preocupação é que o setor siderúrgico é altamente concentrado no Brasil. CSN e Usiminas têm participação superior a 80% em alguns produtos, como aços planos.

A medida cautelar suspende qualquer tipo de direito que a CSN tenha por ser acionista da Usiminas, exceto recebimento de dividendos. (Martha Beck)