Título: Líderes da Espanha participarão da Rio+20
Autor: Oliveira, Eliane
Fonte: O Globo, 17/05/2012, Economia, p. 31
BRASÍLIA. Ao lado do chanceler espanhol, Juan Manuel García-Margallo, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse ontem que o presidente do Governo da Espanha, Mariano Rajoy, e o Rei Juan Carlos confirmaram presença na Rio+20. Patriota afirmou que será uma oportunidade para que, além dos temas relativos à conferência mundial que ocorrerá no mês que vem, no Rio, os dois governos conversem sobre projetos de interesse comum. Já Margallo aproveitou para destacar que o Brasil é um "porto seguro" para os investimentos espanhóis. Ele comparou a crise econômica em seu país a uma doença:
- A economia espanhola atravessa um momento regular e se encontra na fase mais aguda do tratamento.
Até o momento, 115 chefes de Estado confirmaram presença na Rio+20. Sempre que pode, a presidente Dilma Rousseff reforça o convite para que os líderes mundiais compareçam à conferência, dos dias 20 a 22 de junho. Na semana passada, ao telefonar para os presidentes eleitos da França, François Hollande, e da Rússia, Vladimir Putin, para parabenizá-los pela vitória nas eleições, Dilma ouviu de seus interlocutores que eles virão para a Rio+20.
O mesmo tem feito o ministro das Relações Exteriores. Na última terça-feira, Antonio Patriota conversou por telefone com autoridades britânicas.
Para o governo brasileiro, é fundamental a presença do maior número de países possível para que haja avanços nas decisões sobre desenvolvimento sustentável e economia verde. Diante de posições divergentes entre as nações desenvolvidas e em desenvolvimento, a presidente da República espera posições "comuns, firmes e consolidadas" do Brics (bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), disse um interlocutor.
Entre os que não participarão do evento estão o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama - envolvido nas eleições presidenciais nos EUA -, a chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro-ministro britânico, David Cameron.
A ausência de alguns líderes se deve a razões políticas. A Autoridade Palestina, por exemplo, ameaça cancelar a vinda do presidente Mahmoud Abbas, caso Ramallah não tenha tratamento de Estado na cúpula.