Título: Tenho a minha vida limpa, estou tranquilo
Autor: Celso Pereira, Paulo
Fonte: O Globo, 30/05/2012, O País, p. 13

Marconi Perillo, em sua ida ao Congresso, lembrou que pediu à Procuradoria Geral da República que o investigue:

- Eu tenho a minha vida limpa, estou tranquilo, tanto é que pedi ao procurador-geral para ser investigado há quase dois meses e hoje estou aqui espontaneamente me colocando à disposição para prestar os esclarecimentos.

Diante de uma série de perguntas, o governador de Goiás evitou comentar apenas as diversas nomeações políticas feitas por Cachoeira no governo de Goiás:

- Caso eu seja convocado ou convidado aqui para a CPI, eu vou responder com toda tranquilidade. E todos esses casos, todos esses assuntos já foram respondidos exaustivamente para a imprensa nacional, para a imprensa local nos últimos meses - disse.

O governador, no entanto, voltou a negar que soubesse dos atos ilegais de Cachoeira até a detenção do contraventor. Ele reiterou ainda que não mantinha relação próxima com o bicheiro:

- Estive com ele pouquíssimas vezes em encontros absolutamente fortuitos. Não tive jamais quaisquer tipo de relacionamento com ele a não ser uma vez em que o recebi no Palácio e duas ou três poucas vezes que o encontrei em eventos festivos ou sociais. Em Goiás, nós fizemos um trabalho muito duro de combate aos jogos eletrônicos, à contravenção.

O governador deixou o Senado costeado por vários tucanos. Ao seu lado estavam o líder do partido na Câmara, Bruno Araújo, e os senadores de Goiás, Lúcia Vânia e Cyro Miranda, ambos correligionários do governador. Perillo também estava acompanhado de seu advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. (Paulo Celso Pereira)