Título: Brasileiro poderá sacar dólares em terminais eletrônicos de bancos
Autor: Bonfanti, Cristiane; Valente, Gabriela
Fonte: O Globo, 27/07/2012, Economia, p. 24
Brasil vai lançar moedas comemorativas das Olimpíadas, de R$ 1 e R$ 5
BRASÍLIA. Com a proximidade de competições como a Copa do Mundo e as Olimpíadas no Brasil, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou ontem o uso de terminais de autoatendimento para que estrangeiros e brasileiros façam operações de câmbio. O valor máximo será de até US$ 3 mil. Hoje, com o uso de cartões internacionais, só é possível realizar saques em reais nas máquinas. O secretário-executivo do Banco Central (BC), Geraldo Magela Siqueira, disse que, com a mudança, as pessoas poderão trocar diretamente as cédulas.
Os usuários, inclusive os brasileiros, vão ter de, primeiro, inserir um cartão internacional para se identificar. Só depois poderão fazer o câmbio. Não há limite para o número de operações, mas, se o BC identificar excessos, o caso poderá ser investigado. Esses equipamentos, no entanto, ainda não existem no Brasil e serão importados:
- Hoje, as pessoas utilizam a máquina, e o valor vai para a fatura do cartão. Agora, será possível inserir dólar ou euro na máquina e retirar reais, por exemplo - disse, acrescentando que será permitindo também inserir reais e retirar dólares.
Segundo ele, não houve uma limitação no que diz respeito às moedas que serão trocadas. A mudança deverá ser regulamentada na próxima semana. O funcionamento dependerá do interesse dos bancos e corretoras:
- Nós tivemos segurança para avançar nesse assunto, porque a prática já mostra que não há intenção de uso indiscriminado das máquinas. A média hoje que os correspondentes compram do turista é de US$ 400. Para a venda, a média é de US$ 900.
O CMN também ampliou o leque das empresas que podem ser contratadas pelas instituições financeiras para executar operações de câmbio manual. Antes, apenas empresas credenciadas no governo, como prestadoras de serviço turístico, como hotéis, agências de turismo e empresas locadoras de automóveis, podiam oferecer o serviço.
- Acabamos com essa restrição. Na prática, qualquer empresa jurídica poderá fazer a troca - disse Siqueira, ressaltando que as instituições financeiras terão de responder pelas operações, inclusive criminalmente.
Quando as Olimpíadas de Londres terminarem e o Brasil receber oficialmente a Bandeira Olímpica, tornando-se a sede oficial dos jogos, o BC lançará duas moedas para comemorar a data. Uma será de R$ 5, destinada a colecionadores, e será cunhada em prata. A outra, que valerá R$ 1, entrará em circulação.
No mês que vem, a autoridade monetária distribuirá mais de dois milhões de novas moedas de R$ 1. No núcleo prateado, estará escrito "Brasil" com a logomarca dos Jogos Rio 2016. No centro, estará a imagem da bandeira olímpica. Parte dessas moedas será comercializada em embalagens produzidas para colecionadores. Cada cartela custará R$ 9,50. Para comprar, é preciso ir a uma das sedes do BC nos estados ou fazer um pedido pelo site do Banco do Brasil.
O mesmo vale para adquirir a moeda de prata. Nesse caso, o custo é bem maior: R$ 195. Na moeda, que terá o valor de face de R$ 5, estará a bandeira olímpica com a legenda "Entrega da Bandeira Olímpica" e a logomarca dos Jogos Rio 2016. No outro lado, dois ícones das cidades olímpicas: a Tower Bridge, de Londres, e o Cristo Redentor.