Título: Na Baixada, municípios acumulam dívidas herdadas de antecessores
Autor: Bruno, Cássio
Fonte: O Globo, 19/03/2013, País, p. 5

uase três meses após a posse, o prefeito Alessandro Calazans (PMN) conseguiu este mês criar uma rotina de pagamentos para o município. A cidade da Baixada Fluminense tem orçamento anual de R$ 236 milhões e uma dívida com fornecedores herdada do governo anterior que chega a R$ 50 milhões. Para voltar a pagar o custeio da máquina e a manter a cidade, Calazans demitiu mil funcionários-fantasmas, cancelou contratos, deixou de nomear 90% de cargos comissionados e cinco secretários.

Ao assumir, o prefeito de Nilópolis encontrou, segundo ele, duas áreas críticas: saúde e limpeza urbana, setores também apontados pela pesquisa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

- A situação era péssima. O município, com 9km², tinha oito mil toneladas de lixo espalhadas nas ruas. O pronto-socorro estava fechado; os postos de saúde, sucateados, mas com equipamentos guardados em caixas há cinco anos; de cada dez carros, só dois funcionam - diz Calazans.

Também na Baixada, Duque de Caxias é outra cidade com dificuldade para solucionar problemas deixados pelo governo anterior. Segundo o prefeito Alexandre Cardoso (PSB), a dívida herdada com fornecedores e pessoal é de R$ 980 milhões. O sucateamento da frota chega a 50% dos veículos. Já na vizinha São João de Meriti, o prefeito reeleito Sandro Matos (PDT) afirma que, no início do primeiro governo, a situação da prefeitura era péssima.

- Hoje a situação é boa. Aumentamos o orçamento de R$ 257 milhões para R$ 600 milhões com a arrecadação.