Título: Investimento é melhor que redução fiscal, diz FMI
Autor: Beattie, Alan
Fonte: Valor Econômico, 06/02/2009, Internacional, p. A9
Investimentos em infra-estrutura terão um impacto muito maior do que cortes de impostos em países cujos governos estejam tentando fomentar o crescimento econômico durante a recessão mundial.
A afirmação consta da mais recente avaliação sobre a crise financeira feita pelo Fundo Monetário Internacional. O fundo aponta que os pacotes de estímulo anunciados até agora deverão agregar 0,4% a 1,3% ao crescimento das principais economias do mundo este ano.
O FMI prevê que o mundo crescerá apenas 0,5% em 2009 e, de acordo com o que sugere o documento, o aumento dos gastos públicos e os cortes de impostos são as únicas medidas que vêm evitando que a economia mundial entre numa quadro de contração aguda.
O FMI, que já cobrou a adoção de planos mais amplos de restruturação do sistema financeiro, também rompe um tabu ao defender agora a estatização limitada e temporária de instituições financeiras com problemas.
Estimativas do eventual efeito no PIB de um corte na carga ou do aumento dos gastos públicos mostram que investimentos em infra-estrutura contribuiriam com 0,5% a 1,8% no crescimento da economia por cada 1% do PIB gasto pelo governo. Os corte de impostos de dimensões equivalentes agregariam entre 0,3% a 0,6%.
O debate divide os políticos. Nos EUA, republicanos preferem reduções fiscais e os democratas investimento em infra-estrutura.
Uma autoridade do FMI diz que investimentos desse tipo são uma "forma mais direta" de estímulo, mas que isso não significa que o fundo esteja dando um cheque em branco. A ajuda mais apropriada, diz ele, varia entre os países.