Título: Privatização motivou a constituição
Autor: Talita Moreira, Heloisa, Magalhães e Catherine Vie
Fonte: Valor Econômico, 11/03/2005, Empresas &, p. B3

Os fundos CVC Opportunity iniciaram suas atividades em setembro de 1997 para investir em ativos de companhias privatizadas. Na estrutura montada, havia um fundo local, do qual participam fundos de pensão, a BNDESPar e um fundo offshore, registrado nas Ilhas Cayman, do qual o Citigroup é o único cotista. O banco Opportunity possui uma pequena participação no fundo CVC nacional e formou um terceiro vértice para o investimento nas empresas que compõe a carteira, que é o Opportunity Fund. A composição final dá ao CVC local uma participação de 45,5% na Brasil Telecom. O CVC offshore possui 42,1% e o Opportunity Fund, 9,75%. Por seis anos, o Opportunity manteve-se como gestor dos três fundos e, com isso, controlador dos ativos das empresas que fazem parte dos fundos. Em outubro de 2003, após um processo de litígio, os fundos de pensão conseguiram destituir o banco carioca da gestão do CVC local, que passou a chamar-se Investidores Institucionais FIA. Mesmo assim, o Opportunity manteve-se no controle, porque a soma da participação do Opportunity Fund e do CVC offshore é superior a 50% do total. Em função disso, desde 2003, os fundos de pensão travam uma batalha para fazer com que o Citibank rompesse com o banco de Daniel Dantas. O Opportunity não quis comentar ontem a destituição. Os fundos de pensão também só se pronunciaram oficialmente por meio do comunicado à Comissão de Valores Mobiliários. O Citibank divulgou apenas um breve comunicado à imprensa reiterando a destituição do Opportunity como gestor. (HM e CV)