Título: Saldo comercial soma US$ 6,4 bi no ano
Autor:
Fonte: Valor Econômico, 15/03/2005, Brasil, p. A4

O ritmo de crescimento das exportações superou mais uma vez o das importações na segunda semana de março e o comércio exterior teve um saldo positivo de US$ 828 milhões, o terceiro maior do ano. O superávit comercial, resultado das exportações menos importações, desde o início de janeiro já soma US$ 6,4 bilhões. A média de exportações, por dia, continua acima de US$ 400 milhões, embora tenha havido uma pequena queda, de 1,6% em relação à primeira semana de março, quando as vendas externas diárias ficaram, em média, em US$ 423 milhões. As importações na semana passada foram de US$ 250,5 milhões por dia, em média, o que representou uma queda de 7,4% em relação a primeira semana do mês. O principal responsável pela ligeira redução no ritmo de crescimento das exportações foi a queda, em relação à semana anterior, de 7,3% nas vendas de manufaturados como autopeças, motores para veículos, bombas e compressores e tratores; e de 3,6% nas vendas de mercadorias semimanufaturadas, como produtos de ferro ou aço, ferro fundido, couros e peles, madeira serrada e óleo de soja. A comparação do que ocorre no comércio exterior com os resultados do mesmo mês de 2004 permite perceber melhor como as exportações têm conseguido manter o mesmo vigor do fim do ano passado. A média diária de exportações das duas primeiras semanas deste mês está 21,6% acima da média de março de 2004. As importações aumentaram 11,6% além da média diária do mesmo mês de 2004. O maior aumento, de 65,9%, foi o das exportações de produtos semimanufaturados, principalmente ferro fundido, açúcar em bruto, produtos de ferro e aço e madeira serrada. As vendas de manufaturados, especialmente telefones celulares, fio máquina, tratores e laminados siderúrgicos, cresceram 21,9%. A queda na exportação de produtos básicos, como soja e fumo em folha, foram compensadas por aumentos em outras matérias-primas, como minério de ferro. As importações, de US$ 259,4 milhões, em média, por dia, tiveram maior aumento em produtos como automóveis e partes automotivas (49%), produtos siderúrgicos (47,8%), e plásticos e obras (29,2%). Em 20º lugar na lista de importações brasileiras as compras de leite e derivados, que chegaram a US$ 614 milhões, estiveram entre as de aumento mais impressionante: 157,4%.