Título: Pesquisa eleva de novo projeção de inflação
Autor:
Fonte: Valor Econômico, 22/03/2005, Brasil, p. A4
Pela terceira semana seguida, o mercado elevou a estimativa de inflação para 2005. Segundo pesquisa semanal Focus do Banco Central, realizada com cerca de 100 instituições financeiras, a estimativa para o IPCA passou de 5,77%, há uma semana, para 5,8%. Para 2006, a média das expectativas se manteve em 5%. A estimativa para o IPCA no período de 12 meses também foi elevada, passando de 5,48% para 5,54%. Para março, a mediana das expectativas é de que o índice oficial de inflação fique em 0,60%, mesma estimativa do relatório anterior. Em abril, houve pequeno avanço, passando de 0,43% para 0,45%. Os preços no varejo, medidos pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe), da Universidade de São Paulo, também estão com expectativa de alta: a perspectiva dos entrevistados passou de 5,62% para 5,66% no ano. E os preços administrados por contratos ou monitorados (combustíveis, energia, telefonia e serviços públicos) também evoluíram de 7% para 7,06%. No atacado, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) aumentou a expectativa anterior de 6,11% para 6,22%, enquanto o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) cresceu de 6,09% para 6,12%. Em meio a esse cenário de mercado, a previsão de IPCA para os próximos 12 meses aumentou de 5,48% para 5,54%. O mercado, segundo a mesma pesquisa, elevou a estimativa para a taxa básica de juros, a Selic em 2005, para 17,13%, diante de 17% há uma semana. A mediana das expectativas para 2006 é de que a Selic atinja 15%, mesma estimativa da semana anterior. Por sua vez, a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto registrou ligeira queda, passando de 3,69% para 3,67% em 2005. Para 2006, a mediana das expectativas dos entrevistados se manteve em 3,70%. O Boletim Focus aumentou de US$ 27,70 bilhões para US$ 28,10 bilhões o prognóstico de saldo da balança comercial neste ano e estima um superávit de US$ 4,20 bilhões no resultado das transações correntes, diante de prognóstico de US$ 4,15 bilhões na semana passada. (Agências noticiosas)