Título: Furlan não vê necessidade de salvaguardas contra a China
Autor:
Fonte: Valor Econômico, 11/04/2005, Brasil, p. A2

O Ministério do Desenvolvimento já começou a discutir, informalmente, as queixas do setor privado em favor da criação de barreiras comerciais contra a China, como salvaguarda contra o aumento das importações daquele país, mas não vê necessidade dessa medida, disse o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, ao chegar à capital do Camarões, ontem à tarde. Ele acompanhará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva até a próxima etapa da viagem presidencial à África, na Nigéria, e, na quarta-feira, seguirá para a Europa para se encontrar com investidores. Embora os empresários se queixem da competição chinesa, nenhum, até agora, oficializou denúncia de invasão de concorrentes no mercado brasileiro, notou Furlan. "Temos acompanhamento diário, linha por linha, dos produtos importados, e os números são bastante módicos, até nos setores que reclamam", disse Furlan. "Há grande crescimento de compras de insumos e de componentes para fabricação de celulares que são reexportados", disse o ministro. No setor têxtil, um dos mais ativos em favor de salvaguardas contra os chineses, "há crescimento relativo, mas o valor não é tão relevante", detalhou Furlan. (SL)