Título: Projeção para IPCA deste ano cai após 11 semanas de alta
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Fonte: Valor Econômico, 24/05/2005, Brasil, p. A3
O mercado reduziu levemente a projeção de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado no sistema de metas do governo, de 6,39% para 6,38% em 2005, segundo pesquisa do Banco Central (BC) com analistas de cerca de cem instituições financeiras divulgada ontem. Essa foi a primeira revisão para baixo depois de 11 semanas seguidas de alta no prognóstico. A expectativa da inflação para 2005 acima da meta ajustada do BC, de 5,1% para o ano, é um dos motivos para o Comitê de Política Monetária (Copom) manter a trajetória de alta da taxa básica de juros da economia, a Selic. Na semana passada, o Copom elevou, pelo nono mês seguido, a taxa de juros, que agora está em 19,75% ao ano. Os economistas apostam na manutenção da taxa Selic em 19,75% ao ano no mês que vem e ajustaram para cima a projeção para o meio do ano (de 19,03% para 19,10%). Para o fim do ano, a mediana das expectativas ficou mantida em 18%. A estimativa para a inflação de maio subiu de 0,55%, há uma semana, para 0,57%, na pesquisa divulgada ontem. Já a expectativa para o IPCA de junho manteve-se em 0,40%. O prognóstico para a inflação nos próximos 12 meses também permaneceu estável em 5,46%, assim como a projeção para a taxa no ano que vem: 5%. O mercado manteve a projeção de crescimento da economia para este ano e para 2006. Para 2005, o prognóstico é de avanço do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,50%. Para 2006, a estimativa é também de alta de 3,50%. A projeção do saldo comercial em 2005 também se manteve da pesquisa da semana passada para esta. Os analistas das instituições financeiras prevêem superávit da balança comercial de US$ 35 bilhões este ano. Já para o ano que vem o prognóstico subiu de US$ 28 bilhões, há uma semana, para US$ 28,93 bilhões. A previsão dos analistas para as contas correntes brasileiras em 2005 ficou em superávit de US$ 9,05 bilhões. O resultado esperado para 2006 é de superávit de US$ 3,5 bilhões. Os analistas mantiveram a projeção da entrada de investimentos estrangeiros em 2005, em US$ 15 bilhões. A estimativa para 2006 também permaneceu em US$ 15 bilhões. (Com agências noticiosas)