Título: Número de ricos no Brasil cresceu 7,1% em 2004
Autor:
Fonte: Valor Econômico, 10/06/2005, Finanças, p. C2
O número de pessoas ricas no Brasil cresceu 7,1% no ano passado, segundo pesquisa divulgada ontem pelo banco de investimentos Merrill Lynch e a consultoria Capgemini. Segundo o levantamento, denominado "Relatório Mundial de Riqueza", existem cerca de 96 mil pessoas "ricas" no país. O ano passado foi o segundo consecutivo a mostrar crescimento das fortunas individuais no Brasil. Em 2003, na estréia do governo Lula, houve um aumento de 6% na população de milionários brasileiros. Pelo critério da pesquisa, uma pessoa "rica" possui uma fortuna de pelo menos US$ 1 milhão (R$ 2,5 milhões). Segundo o estudo, as políticas fiscal e monetária do governo Lula ajudaram a dirigir o crescimento econômico em 2004, ano em que o PIB (Produto Interno Bruto) do país cresceu 4,9%. O estudo faz um levantamento das riquezas individuais no mundo e pondera a evolução das fortunas pessoais em países desenvolvidos e em desenvolvimento. Os resultados mostram que a mais elevada taxa de crescimento de riquezas individuais está na América do Norte, seguida pelo Oriente Médio e com a Europa na "lanterna", prejudicada pelo baixo crescimento econômico da região. Pelo critério de aumento da população de ricos, o Oriente Médio lidera com folga sobre a América do Norte, na segunda posição. No primeiro caso, a criação de riqueza foi alavancada pelo preço do petróleo e das commodities, enquanto na América do Norte os ricos foram beneficiados pelas taxas de juros baixas e estáveis (que concentram os investimentos em renda fixa) e por uma reforma tributária mais favorável nos EUA. O número de milionários nos Estados Unidos aumentou 9,9% no ano passado. Hoje, quase um em cada 110 norte-americanos tem mais de US$ 1 milhão investido em ações, bônus e outros ativos financeiros. A América Latina não se destaca em nenhum dos dois critérios, embora sua taxa de crescimento do total de fortunas tenha saltado de 1,3% para 6,3% nos últimos dois anos. O relatório destaca, no entanto, que a riqueza da região ainda permanece "altamente concentrada". As empresas responsáveis pela pesquisa calcularam o total das fortunas individuais em US$ 30,8 trilhões, um salto de 8,2% sobre 2003. O número de ricos atingiu a marca dos 8,3 milhões de pessoas, um crescimento de 7,3% sobre o ano anterior. (Com agências internacionais)