Título: Lácteos do Brasil mais perto dos mexicanos
Autor: Alda do Amaral Rocha
Fonte: Valor Econômico, 14/06/2005, Agronegócios, p. B14
Dentro de 60 dias, devem chegar ao México os primeiros embarques de produtos lácteos brasileiros. A previsão é de Alfredo de Goeye, presidente da Serlac, trading do setor de lácteos formada pela Sertrading e por cinco laticínios nacionais: Itambé , CCCL , Confepar, Embaré e Ilpisa. De acordo com Goeye, desde que anunciou sua abertura aos lácteos brasileiros, em abril passado, durante visita do ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, o governo do México - país que é o maior importador mundial de lácteos - ainda não tinha oficializado a decisão. Na sexta-feira, representantes do setor e Rodrigues (que estava no México para uma conferência agroalimentar) reuniram-se com o secretário de agricultura (equivalente a ministro) mexicano, Javier Usabiaga Arroyo, e obtiveram a formalização da decisão. A Secretaria de Agricultura, Ganaderia, Desarrollo Rural, Pesca e Alimentación forneceu ao governo brasileiro um documento aprovando oficialmente as importações, o que faltava para dar início às negociações comerciais, segundo Alfredo de Goeye. "Já estamos agendando visitais comerciais para exportar nossos produtos". Com a aprovação, agora, o Brasil vai enviar ao México a lista de empresas habilitadas a exportar. Essas companhias tiveram as plantas inspecionadas por uma missão técnica mexicana já há dois anos. Inicialmente, o Brasil poderá exportar leite em pó e leite condensado ao México, pois apenas plantas que produzem esses itens foram habilitadas. Mas, conforme Goeye, o país pedirá também a habilitação de exportadores de leite evaporado, longa vida e queijo. Alfredo de Goeye afirmou que o México importa US$ 800 milhões ao ano em lácteos, e o Brasil poderia ter uma fatia de US$ 40 milhões, "num primeiro momento". Para se ter uma idéia da importância desse mercado, o Brasil exportou em todo o ano passado US$ 95 milhões em lácteos para 55 países.