Título: Evento avalia gargalos no acesso a Santos
Autor: José Rodrigues
Fonte: Valor Econômico, 22/06/2005, Empresas &, p. B10

Durante o seminário promovido pelo Instituto de Engenharia de São Paulo, ontem na capital paulista, pela primeira vez discutiu-se os gargalos existentes na área metropolitana e como isso afeta o movimento no porto de Santos. Os principais problemas surgem nas estradas federais, que precisam ser duplicadas. Secretário municipal de Transportes de São Paulo e ex-presidente da Codesp, Frederico Bussinger, disse que a prefeitura paulistana está realizando estudos nas vias públicas para tentar ampliar a fluidez as carretas que atravessam a cidade em direção ao porto. Para o secretário de Transportes do Estado, Dario Rais Lopes, a considerar o desempenho da movimentação de contêineres em Santos, cujo crescimento foi de 25% ao ano, desde 2000, bem superior ao do porto em seu conjunto, a Codesp precisa de uma definição mais clara da vocação do terminal santista. Conforme o secretário, há problemas na circulação interna de veículos do porto. Segundo levantamento da secretaria, 39% das filas de caminhões de açúcar concentram-se em três pólos do porto. "Em dez pontos de atracação geram-se filas de até 400 caminhões", disse Lopes. Ele propôs uma gestão compartilhada do tráfego de veículos nas vias em torno do porto, para evitar os congestionamentos. Na sua análise, os gargalos específicos da Baixada Santista estão na inexistência de um terceiro trilho no acesso de Perequê (Cubatão) ao Valongo (Santos) e na falta de um estacionamento amplo para caminhões. Lopes disse, ainda, que está sendo subutilizada a ferrovia, no trajeto do Planalto para a Baixada, cuja capacidade é de 60 milhões de toneladas/ano, contra apenas 10 milhões de toneladas efetivas. (JR)