Título: Região oferece incentivos fiscais e infra-estrutura
Autor:
Fonte: Valor Econômico, 22/10/2004, Empresas, p. B-7

Para atrair novas empresas e estimular ainda mais a produção das que já estão instaladas, os governos estaduais oferecem uma série de incentivos fiscais. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico do Ceará, Régis Dias, as empresas interessadas em instalar-se naquele estado contam com apoio para a implantação da infra-estrutura enquanto os incentivos fiscais podem alcançar até 75% do crédito sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Por conta desta política, o Estado possui atualmente 65 indústrias ligadas à cadeia da produção de calçados que já investiram R$ 645 milhões. Do total de indústrias em funcionamento no Estado, apenas 27 são originárias do próprio Ceará. De acordo com o secretário, o pólo calçadista emprega de maneira direta 55 mil pessoas. Outros 3,2 mil empregos devem ser gerados nos próximos meses com a entrada em operação de mais 12 indústrias, cujos investimentos totalizam R$ 50 milhões. A Bahia também oferece uma série de incentivos fiscais às empresas interessadas em se implantar no Estado. O secretário de Indústria, Comércio e Mineração, Jorge Peres diz que os incentivos estaduais vão desde a oferta de galpões industriais, de toda a infra-estrutura a um diferimento no ICMS que pode variar entre 75% e 90%, para máquinas e equipamentos. "Vamos ampliar o nosso trabalho de captação de empresas do setor. Vamos mostrar a importância do pólo baiano para companhias que ainda não possuem operações na região. Não queremos tirar empresas de outros estados, mas fazer com que elas também se instalem por aqui", diz Peres. O Estado conta atualmente com 57 empresas em atividade. Outras cinco estão em fase de implantação e os projetos em carteira somam outras 10 empresas. Cerca de 20 mil pessoas trabalham atualmente junto ao setor calçadista baiano. Na Paraíba, que de acordo com o secretário adjunto de Indústria e Comércio, Roberto Ribeiro Cabral abriga mais de 120 empresas, o governo do Estado está atualizando o cadastro do setor. Ele estima que existam outras 250 empresas atuando de forma informal. Para reduzir a informalidade e estimular a atração de novos empreendimentos, a Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinepe) montou um projeto para estruturar o setor em novas bases. Estão sendo construídos 18 galpões para abrigar uma série de empresas interessadas e o ICMS do setor coureiro-calçadista foi reduzido para apenas 3,5%. A intenção é dar impulso ao segmento econômico que representa, atualmente, 32% das exportações estaduais e que emprega 9 mil trabalhadores de forma direta e outras 27 mil de maneira indireta. (PE)