Título: Taxa de desemprego recua de 10,8% para 10,2% em maio
Autor:
Fonte: Valor Econômico, 24/06/2005, Brasil, p. A3

A taxa de desemprego recuou em maio para 10,2% da população economicamente ativa, menor índice registrado em este ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda foi de 0,6 ponto percentual em relação a abril (10,8%) e de 2 pontos percentuais na comparação com maio do ano passado (12,2%). O rendimento médio real, por sua vez, caiu pelo segundo mês consecutivo. Estimado em R$ 932,80 pela Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE em maio, o valor é 1,5% inferior ao de abril. Esse resultado, segundo o instituto, é conseqüência da redução de 1,2% no rendimento dos empregados no setor público, além da perda no poder de compra nos rendimentos dos trabalhadores por conta própria (-3,3%) e empregadores (-2,2%). O rendimento das pessoas empregadas no setor privado não apresentou alteração no mês. Em relação a abril, o contingente de pessoas trabalhando com carteira assinada cresceu 1,8% - o que representou aumento de 141 mil pessoas nas seis regiões metropolitanas pesquisadas (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre). O número de pessoas desocupadas caiu 5,1% em relação a abril e 15,6 % em relação a maio do ano passado. A população ocupada cresceu 1,2 % de abril para maio e 3,8% na comparação com maio do ano passado. Entre as seis regiões metropolitanas pesquisadas, a maior taxa de desemprego foi verificada em Salvador (15,9%). As demais regiões apresentaram os seguintes índices: Recife (12,8%), Belo Horizonte (8,9%), Rio de Janeiro (8,5%), São Paulo (10,5%) e Porto Alegre (7,2%). No mês passado, o IBGE identificou uma mudança no comportamento da taxa de desemprego desde o início do ano, com piora no rendimento, perda no contingente de trabalhadores da indústria e redução do número de empregados com carteira assinada. Os fatores inibidores ao melhor desempenho do mercado de trabalho foram a alta dos juros e a taxa de câmbio desfavorável para exportadores. Os números foram calculados com a nova metodologia da entidade, que considera como População Economicamente Ativa (PEA) trabalhadores de dez anos de idade em diante. Também leva em conta dados de pessoas que tenham procurado emprego nos 30 dias imediatamente anteriores à pesquisa. Em comparação com abril, os trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado tiveram estabilidade no rendimento médio, em R$ 955,90. Os trabalhadores por conta própria ficaram com rendimento 3,3% menor, de R$ 715,30. Os empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado viram queda de 0,9%, para R$ 604,50. Em comparação com maio do ano passado, houve declínio no rendimento dos trabalhadores com carteira assinada (-1,7%), dos trabalhadores por conta própria (-4,2%) e dos trabalhadores sem carteira (-2,6%). (Agências noticiosas)