Título: Advogado de Valério tenta reverter bloq
Autor:
Fonte: Valor Econômico, 11/07/2005, Politíca, p. A8
Os advogados do empresário Marcos Valério de Souza vão tentar conseguir um mandado de segurança para reverter a decisão da Justiça Federal de bloquear todas as contas correntes dele e da sua agência de publicidade DNA. Por decisão do juiz Amaury Silveira Martins, todos os valores creditados nas contas correntes estão bloqueados para cobrir dívidas de R$ 8,7 milhões com o INSS. Na sexta-feira, os advogados de Marcos Valério já tiveram uma derrota, com um indeferimento de um agravo de instrumento. "A decisão do juiz não foi fundamentada, pesaram questões políticas", reclamou o advogado Ildeu da Cunha Pereira, um dos sócios do escritório que representa a DNA. O advogado não soube informar qual é o valor total já bloqueado nas contas pelo Banco Central. A DNA deu, em garantia do pagamento da dívida com INSS, seis fazendas na Bahia. Depois das notícias divulgadas pela imprensa de que parte dessas fazendas pode ser fictícia, o instituto resolveu pedir a execução da dívida, com o bloqueio das contas. Segundo o advogado de Marcos Valério, se a decisão for mantida, a DNA vai quebrar, prejudicando 150 funcionários, afirma o advogado: "A agência está parada." Ontem, o jornal mineiro "O Tempo" publicou nova denúncia contra outra agência de Marcos Valério, a SMP&B. A reportagem mostra que, antes mesmo de vencer a licitação para atender os Correios, em meados de 2003, a SMP&B já era, na prática, a responsável pela conta da estatal. A agência mineira fechou uma parceria com a paulista Giacometti & Associados Comunicação, vencedora da licitação de 2000, durante a gestão de Pimenta da Veiga (PSDB) no Ministério das Comunicações. Só entre dezembro de 2003 e março de 2004, a SMP&B recebeu dos Correios R$ 1,96 bilhão, de acordo com notas fiscais obtidas pelo jornal mineiro. Sócio da agência Giacometti, Hiram Castelo Branco confirmou parceria com a SMP&B. Mas a assessoria de comunicação dos Correios negou ter conhecimento dessa terceirização.