Título: De telesexo a fraude bancária
Autor: João Luiz Rosa
Fonte: Valor Econômico, 14/07/2005, Empresas & Tecnologia, p. B3
Como nos filmes de 007, não parece haver limites para a criatividade dos espiões digitais. Há pouco tempo, José Matias Neto, gerente de suporte da McAfee, especializada em segurança da informação, envolveu-se num caso em que a vítima estava recebendo extensas contas telefônicas internacionais, que ele alegava nunca ter feito. "A análise mostrou que havia um 'modem hijacking' no sistema", conta o especialista. Trata-se de um tipo de spyware que usa o modem do computador infectado para fazer ligações telefônicas, principalmente para números de telesexo. No caso, as chamadas eram para a Alemanha. Matias Neto também já ajudou um amigo que lutava para apagar um spyware que instalara uma barra de comandos não-desejada em seu programa de navegação na internet. O problema é que pouco tempo depois de desinstalado, o spyware teimava em voltar. Ao investigar o caso, ele observou que, no contrato on-line de um site freqüentado pelo amigo, constava que toda vez que a página fosse revisitada, o spyware seria reinstalado. "A única forma de evitar isso era nunca mais voltar ao site." O spyware também serve a fraudes bancárias, diz Carolina Aranha, especialista em segurança da Microsoft. Como muitos bancos adotaram teclados virtuais em seus sites - uma forma de driblar os vírus que capturam o que é digitado no teclado comum -, estão surgindo spywares que tiram uma foto ao redor da seta do mouse e enviam essas imagens aos criminosos digitais. (JLR)