Título: Pernambuco espera desaceleração no segundo semestre
Autor: Marta Watanabe
Fonte: Valor Econômico, 19/07/2005, Brasil, p. A3

Pernambuco registrou um crescimento nominal de 18,27% em sua arrecadação no acumulado do primeiro semestre, que somou R$ 2,06 bilhões. O crescimento foi puxado principalmente pelo comércio e pelos preços administrados que registraram incrementos de 18,84% e 17,89%, respectivamente. A indústria registrou incremento menor, 15,29%. Para o gerente geral de Planejamento e Ação Fiscal, Alexandre Rebelo, os preços administrados não tiveram um peso mais elevado por conta de uma mudança contábil promovida pela Fazenda pernambucana. "Até o ano passado algumas empresas locais importavam grandes volumes de diesel e gasolina. Quando este combustível chegava havia um incremento significativo na arrecadação. Quando este combustível era distribuído para outros estados, parte do valor do ICMS arrecadado também tinha que ser repassado. Com a modificação, esta diferença deixou de ser computada", explica Rebelo. No acumulado do semestre, Pernambuco registrou arrecadação de R$ 400,5 milhões sobre combustíveis, valor 3,8% superior ao de 2004. O setor de telecomunicações cresceu 39,09%, passando de uma arrecadação de R$ 227,1 milhões para R$ 400,5 milhões em 2005. Já o valor obtido sobre o consumo de energia elétrica chegou a R$ 217,7 milhões, um incremento de 20,7%. "Não houve alteração tarifária para a energia elétrica. O que ocorreu foi aumento no consumo. Quanto à telefonia, foi feita uma alteração na comercialização de telefones celulares, o que puxou a arrecadação para cima", explica o técnico. No período, a Secretaria da Fazenda computou um incremento de 15,29% na arrecadação sobre as indústrias pernambucanas e de 18,84% no comércio. De acordo com Rebelo, o segundo semestre não devera apresentar resultados tão positivos. O crescimento de junho, apenas 16%, ficou abaixo da média de 18% do acumulado anual. "Isso denota uma desaceleração da economia. Estimamos que por conta deste ritmo menor a arrecadação no segundo semestre vá ficar entre 12% e 14%, dependendo da economia", acrescenta.