Título: Vento Sul recebe financiamento de R$ 425 milhões para parques eólicos
Autor: Sérgio Bueno
Fonte: Valor Econômico, 29/09/2005, Valor Especial / ENERGIA, p. F4

Dona do maior número de projetos de geração eólica para o Rio Grande do Sul enquadrados no Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia (Proinfa), a Ventos do Sul Energia foi também a primeira a ter financiamento aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para um empreendimento deste tipo. A empresa receberá um crédito de R$ 465 milhões, o equivalente a 70% do investimento necessário para a construção de três parques com potência instalada total de 150 megawatts (MW) em Osório, no litoral norte do Estado. Segundo o presidente da Ventos do Sul, Telmo Magadan, os recursos restantes serão aportados pela espanhola Elecnor, controladora da sociedade que inclui ainda a fabricante de aerogeradores alemã Wöbben Windpower (9%) e a consultoria gaúcha de estruturação de projetos CIP Brasil (pouco menos de 1%). Do montante, R$ 137 milhões foram integralizados e permitiram o início da montagem dos módulos cilíndricos que irão compor as 75 torres de 98 metros de altura para sustentação dos equipamentos de geração. O empreendimento é um dos três maiores do mundo no segmento. Dos R$ 465 milhões aprovados pelo BNDES para a Ventos do Sul, R$ 105 milhões serão liberados diretamente pela instituição. Outros R$ 360 milhões serão repassados por um consórcio formado pelo Banco do Brasil, Santander, ABN Amro Real, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Caixa RS Agência de Fomento e Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul). O primeiro dos três parques eólicos de Osório deve entrar em operação em julho de 2006, enquanto os outros dois começarão a funcionar até dezembro daquele ano. O empreendimento deverá gerar 52,5 MW médios. A Ventos do Sul tem outro projeto em Palmares do Sul, também no litoral norte, com potência de 7,5 MW. Orçado em US$ 10 milhões, deve ser implantado a partir de 2006. No total três parques eólicos foram enquadrados no Proinfa no Estado, totalizando 227,5 MW. O terceiro pertence à Elebrás, subsidiária da alemã Innovent, com 70 MW. "O canteiro de obras está pronto e estamos preparando as fundações e as estradas de acesso", diz Magadan. Os 75 aerogeradores serão fornecidos pela fábrica da Wöbben, em Sorocaba, e os módulos das torres de sustentação estão sendo montados pela construtora gaúcha Ernesto Woebcke a partir de moldes enviados da Alemanha, diz o executivo, sócio da CIP Brasil. (S.B.)