Título: Bancários iniciam greve por aumento de 11, 7 %
Autor:
Fonte: Valor Econômico, 06/10/2005, Brasil, p. A2

Os bancários entram em greve a partir de hoje para pressionar os bancos a conceder um maior reajuste salarial. A categoria pede reajuste de 11,77%, participação nos lucros maior (um salário mais valor fixo de R$ 788 acrescidos de 5% do lucro líquido distribuídos de forma linear entre os funcionários), garantia de emprego e 14º salário, entre outras coisas. Os bancos oferecem 4% de reajuste, abono de R$ 1.000 e participação nos lucros de 80% do salário mais R$ 733 fixos. A data-base da categoria é 1º de setembro. Nas últimas semanas, a Fenaban tem informado que não aceita a proposta inicial apresentada pelos trabalhadores e que espera uma nova oferta para voltar a negociar. No Brasil, há cerca de 400 mil bancários. Em São Paulo, Osasco e região são 106 mil trabalhadores distribuídos. No ano passado, os bancários receberam reajuste salarial que variou entre 8,5% e 12,77%, ante um índice de inflação de 6,4%. No dia 28, a categoria fez uma paralisação de advertência que, segundo a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), fechou apenas 3% das agências bancárias. Miguel Pereira, secretário de imprensa da Confederação Nacional dos Bancários (CNB), ligada à CUT, disse, entretanto, que a paralisação que começa hoje terá uma adesão "bem maior". Ele afirmou que, em número de trabalhadores parados, a greve de 24 horas do dia 28 de setembro foi mais representativa e que houve paralisações em 19 Estados e no Distrito Federal. O sindicalista reclamou da pressão dos banqueiros sobre o movimento grevista. Em algumas manifestações e assembléias, diz Pereira, a PM chegou a reprimir trabalhadores. Além disso, a Justiça têm garantido a entrada, nas agências, dos bancários que querem trabalhar.