Título: Países da Europa tentam acelerar medidas de combate
Autor: Mauro Zanatta
Fonte: Valor Econômico, 20/10/2005, Agronegócios, p. B11

O avanço da gripe aviária na Europa tem motivado países da União Européia a buscar medidas de combate à doença com mais velocidade, como a proibição da importação e aves vivas. A Alemanha, por exemplo, decidiu ontem pelo confinamento imediato de todas as aves dentro de cercados, contrariando a decisão anterior, de implementar a iniciativa até sábado. A medida visa privar as aves do contato com o vírus H5N1, causador da gripe aviária, segundo o Ministério da Agricultura local. Inicialmente, a medida está prevista para vigorar até 15 de dezembro. Outros países estão aumentando seus estoques de vacina contra a doença, no caso de o mal se tornar uma pandemia humana. A Grã-Bretanha informou que quer contar com vacinas para toda a população. Segundo o Departamento de Saúde britânico, seriam necessárias 120 milhões de doses, que somente poderão ser produzidas a partir do momento em que se identifique qual é a cepa virótica identificada. O governo britânico, porém, já está oferecendo contratos preliminares com laboratórios no sentido de agilizar a produção. A Finlândia também reservou 20,8 milhões de euros para comprar vacinas suficientes para população local, de 5 milhões de pessoas. E a gripe aviária continua se aproximando da Europa. Ontem, um laboratório inglês detectou a cepa mortal H5N1 do vírus nas amostras de aves do Delta do Danúbio, na Romênia, em vilarejos próximos à fronteira com a Ucrânia. O resultado confirmou as suspeitas do governo, que já havia detectado outros casos no sábado. A Rússia também confirmou que a Comissão Européia detectou um surto de gripe na região de Tula, a 220 quilômetros de Moscou. No norte da China, ao menos 2600 aves morreram em uma granja na região da Mongólia Interior em decorrência da cepa H5N1. Segundo o Ministério da Agricultura chinês, o surto já foi controlado. No entanto, as agências de notícias locais não informaram se pessoas foram infectadas ou quando se descobriu o surto. (Com agências internacionais)