Título: EUA levam 25% dos embarques
Autor: Ivo Ribeiro
Fonte: Valor Econômico, 27/10/2005, Empresas &, p. B8
A sobretaxa aplicada pelos Estados Unidos há cinco anos em diversos produtos siderúrgicos do Brasil reduziu substancialmente as exportações brasileiras de bobinas a quente. Dessa forma, as usinas passaram a embarcar outros materiais, como os aços revestidos (chapas, laminados a frio e aços especiais) para compensar as perdas. De acordo com informações do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), o último ano bom para as exportações de bobinas a quente aos EUA foi 2000, com o envio de 130 mil toneladas. No mesmo período, 65,5 mil toneladas de revestidos foram enviados. Nos anos seguintes, as vendas foram irregulares, caindo para 8,9 mil toneladas de bobinas em 2001, 17 mil em 2002 e nulas em 2003 e 2005. No ano passado, foram realizadas apenas exportações "simbólicas", de 103 toneladas, de forma que CST e CSN, maiores prejudicadas pelas barreiras, pudessem pedir a revisão das sobretaxas. Já as exportações de revestidos subiram para 70 mil toneladas em 2001, 124 mil no ano seguinte, 104 mil em 2003. No ano passado, mas que dobraram, para 218,7 mil toneladas. Apesar das restrições, os Estados Unidos são o principal mercado para a siderurgia brasileira. No ano passado, foram destinadas ao país 3 milhões de toneladas, equivalente a 25% do volume exportado pelo Brasil. Esse nível se equiparou aos alcançados em 2000 e 2001. A receita, de US$ 1,3 bilhão, representou 24% do faturamento total, de US$ 5,3 bilhões. Entre janeiro e setembro deste ano, a receita com exportações aos EUA já ultrapassa a casa dos US$ 1 bilhão.