Título: Abates prosseguem em cidades do MS
Autor: Cibelle Bouças
Fonte: Valor Econômico, 31/10/2005, Agronegócios, p. B10

Os agentes da Superintendência Federal de Agricultura e a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal do Mato Grosso do Sul (Iagro) deverão começar a avaliar os animais que serão abatidos na fazenda Gazin, em Mundo Novo. A propriedade, que no início da crise da aftosa no Estado tinha cinco animais com sintomas do vírus, hoje tem 13, de um total de 777 cabeças. Segundo José Antônio Felício, superintendente federal de Agricultura no Mato Grosso do Sul, além da fazenda Gazin os agentes estão vistoriando o rebanho do assentamento Savana, na vizinha Japorã, que apresentou suspeitas. Segundo ele, também serão retomados os abates na fazenda Jangada, em Eldorado, interrompidos na semana passada pelas chuvas - que também retardaram abates. João Cavalléro, diretor-presidente do Iagro, acredita que, desde que haja uma estiagem, a velocidade dos abates deve aumentar, impulsionada também pela recente aquisição de máquinas para escavação e a contratação de técnicos. Até sexta-feira foram abatidos 1,2 mil cabeças de gado na região onde a crise começou, de um total estimado em 7 mil. No total, 1,5 mil cabeças foram avaliadas e a expectativa de Felício é finalizar os abates até quarta-feira, quando serão concluídos os trabalhos de uma missão do Centro Panamericano de Febre Aftosa (Panaftosa), braço da Organização Mundial de Saúde (OMS), no local. Segundo Cavalléro, o serviço veterinário do Paraguai barrou na sexta-feira a entrada de uma equipe composta por agentes do Iagro e da Superintendência Federal de Agricultura que iriam entregar um documento que atestava o foco confirmado na terça-feira passada no Mato Grosso do Sul. O procedimento faz parte de um acordo bilateral entre Brasil e Paraguai que prevê a comunicação da descoberta de focos em seus territórios.