Título: Curitiba baixa custeio e revê contratos
Autor:
Fonte: Valor Econômico, 23/01/2006, Brasil, p. A3

Redução de gastos com custeio e revisão de contratos e licitações ajudaram Curitiba a fechar 2005 com superávit primário foi de R$ 57 milhões e superávit financeiro de R$ 17 milhões, resultado de receitas da administração direta no valor de R$ 1,343 bilhão e despesas de R$ 1,326 bilhão. O exercício anterior foi encerrado com déficit de balanço da administração direta de R$ 89,3 milhões, segundo dados da Secretaria de Finanças. Curitiba fechou 2005 com dívida consolidada líquida de R$ 416 milhões e receita corrente líquida de R$ 2,298 bilhões, o que dá uma relação de 18,14%, ou 0,18. Em 2004, a dívida era de R$ 505 milhões e a receita de R$ 2,2 bilhões, uma relação de 22,96% ou 0,22. As receitas tributárias em 2005 somaram R$ 650 milhões e a expectativa para 2006 é de R$ 750 milhões. O prefeito Beto Richa (PSDB) contou que recebeu a prefeitura com um rombo de fluxo de caixa de R$ 54 milhões para o primeiro ano de mandato. "Foram subtraídos da nossa gestão R$ 28 milhões da receita com IPTU, pagos antecipadamente, e R$ 14 milhões em precatórios não foram honrados", disse ele, que foi vice-prefeito na gestão anterior. Havia também R$ 6,5 milhões na conta de restos a pagar e saldo corrente negativo de R$ 5,5 milhões. Com a conta no vermelho, foi preciso economizar energia, água, combustíveis, cartuchos de impressora, outros materiais de expediente e horas extras. "Assinei decreto determinando a todas as secretarias uma redução de gastos com custeio de pelo menos 10% e isso proporcionou uma economia de R$ 28 milhões", informou. Os prestadores de serviços também foram acionados. Com a locação de veículos, por exemplo, uma nova licitação reduziu os custos em cerca de R$ 500 mil por mês. Mesmo assim foi preciso cortar investimentos, principalmente em pavimentação. Foram gastos R$ 95 milhões em novas obras e equipamentos. Educação e saúde receberam valores superiores aos exigidos pela Constituição. Em educação foram gastos R$ 362 milhões, sendo R$ 292 milhões com recursos próprios, ou 26,18% das receitas. Para a saúde foram R$ 507 milhões, sendo R$ 187 milhões próprios, ou 17,92% das receitas. Richa planeja investir R$ 336 milhões este ano em obras prioritárias, sendo R$ 170 milhões no Programa de Transportes Urbanos. Em saúde, estão previstos gastos de R$ 515 milhões.