Título: Visa cresce 30% em 2005 e bate recorde de transações no Natal
Autor: Altamiro Silva Júnior
Fonte: Valor Econômico, 28/12/2005, Finanças, p. C2

O Natal deste ano vai entrar para a história da Visa. A empresa bateu todos os recordes de transação nos dias 23 e 24 e promete fechar 2005 com um total de R$ 93,5 bilhões em volume transacionados com seus plásticos (débito e crédito), 30% acima do desempenho de 2004, informou ao Valor Eduardo Chedid, vice-presidente da Visa do Brasil. No dia 23, os plásticos com a bandeira Visa registraram mais de 9 milhões de transações, recorde da bandeira em um único dia desde 1987, quando foi criada. No dia 24, outro recorde foi quebrado. Entre 11 horas e 12 horas, foram realizadas 875.927 operações (243 transações por segundo), o recorde de movimentação para uma única hora dos cartões da bandeira. Os números são cerca de 30% maiores que os do Natal do ano passado, diz Chedid, que acompanhou a movimentação dos plásticos na véspera do Natal em tempo real. "Mesmo nos horários de pico não foram registrado problemas de comunicação", diz. Para 2006, um dos projetos da Visa é concluir a mudança da sua marca nos cartões. Este ano, o tradicional logotipo da bandeira foi mudado no mundo todo. Até setembro, a mudança será gradual, conforme os cartões forem vencendo. Após setembro, porém, os emissores vão poder emitir os cartões apenas com a nova marca, já visível nos comerciais da bandeira na televisão e nos estádios de futebol - a Visa foi a patrocinadora da Copa do Brasil, Copa Libertadores da América e Copa Sul-americana. A marca Visa Electron vai desaparecer. Entre os bancos, o HSBC foi o primeiro e emitir cartões já com a nova marca. O banco lançou em novembro o Cartão Solidariedade, com parte da receita direcionada para a Pastoral da Criança. O Bradesco e o Banco Real começaram a emitir neste Natal, nos cartões presentes ("gift cards"). As projeções da Visa são de crescimento de 30% em 2006. Para Chedid, dois segmentos devem influenciar o desempenho: a baixa renda e a alta renda. Nas faixas mais pobres, o executivo vê um movimento de migração dos chamados cartões de marca ("private label") para os cartões com bandeira, semelhante ao que aconteceu nos Estados Unidos nos últimos anos. A estimativa é de que 20% do total de private label virem cartões com bandeiras. O Bradesco (pela parceria com as Casas Bahia) e o Banco IBI (da C&A) já vêm iniciando este movimento. Na alta renda, o desafio é fazer as pessoas usarem mais os cartões. Em média, cada brasileiro tem dois plásticos. Nos níveis mais altos de renda, esse número sobe (ficando na casa dos três cartões por pessoa), mas a utilização cai. Os cartões com chip também tiveram desempenho acima da média este ano, superando as metas estabelecidas pela empresa. Foram 5 milhões de novos plásticos, alta de 64% em relação a 2004. Além disso, foi registrado um crescimento de 112% no volume movimentado por estes cartões e de 52% nas transações. As operadoras de telefonia móvel também entraram na estratégia da Visa. Tim, Claro e Vivo fecharam recentemente uma parceria com a bandeira que permite a recarga dos celulares pré-pagos via cartão. Em seis meses, foram movimentados R$ 25 milhões.