Título: Teto para gastos de campanha divide parlamentares
Autor: Maria Lúcia Delgado
Fonte: Valor Econômico, 03/02/2006, Política, p. A8

Sem consenso para aprovar o projeto de lei que estabelece redução dos gastos de campanhas eleitorais, os líderes partidários solicitaram ontem ao relator da proposta, Wellington Moreira Franco (PMDB-RJ), que apresente um novo parecer mais enxuto, eliminando os pontos polêmicos. A idéia de fixar um teto para gasto de campanhas para presidente, governador, senador e deputado foi rechaçada por vários parlamentares. O novo texto poderá ser mais flexível e alterar minimamente a prática atual. Moreira Franco deverá retomar a discussão com os líderes na próxima quarta-feira. O líder da minoria na Câmara, José Carlos Aleluia (PFL-BA), apresentou uma proposta vedando apenas a realização de comícios para a promoção de candidatura. Permaneceria, na proposta, a vedação para contratar artistas, remunerados ou não, para animar os comícios ou reuniões eleitorais. Estaria mantida, ainda, a proibição para distribuição de camisetas, bonés, canetas, chaveiros e outros brindes que possam proporcionar vantagens ou utilidades ao eleitor. Há forte resistência dos parlamentares em acabar com a chamada boca de urna. Os deputados também não querem mexer no formato da propaganda eleitoral gratuita. Pretendem manter a possibilidade de uso de cenas externas na propaganda, o que estaria vedado na proposta original, de autoria do senador Jorge Bornhausen (PFL-SC).