Título: Economia desacelera nos EUA e as ações despencam
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Fonte: Valor Econômico, 01/03/2006, Finanças, p. C2
As principais bolsas internacionais fecharam o último dia de fevereiro exibindo fortes quedas, afetadas por um movimento de realização de lucros estimulado por dados econômicos decepcionantes nos Estados Unidos. que vieram na sequência de altas expressivas do mercado acionário. Alguns sinais de fraqueza da maior economia do mundo desanimaram os investidores, que saíram vendendo ações. O Dow Jones, principal indicador da Bolsa de Nova York, recuou 0,94%, para 10.993 pontos, mas acumulou avanço de 1,2% no mês. O Standard & Poor´s 500 caiu 1,04%, a 1.280 pontos, e ficou quase parado em fevereiro, exibindo irrisória oscilação positiva de 0,04%. O Nasdaq Composto, do setor de tecnologia, perdeu 1,12% no dia, para 2.281 pontos, e terminou o mês em queda de 1,1%. O setor de tecnologia foi negativamente influenciado ontem pelas ações do Google, que despencaram 7,1%, depois que o vice-presidente financeiro George Reyes dizer, em uma conferência com investidores, que o crescimento do site de buscas está desacelerando. A queda puxou outras do setor como Yahoo, cujas ações caíram 2,08%. Uma série de dados mostraram desaceleração da economia, o que puxou o mercado para baixo. Um relatório do governo americano mostrou que o PIB dos EUA cresceu a uma taxa anual de 1,6% no quarto trimestre, o ritmo mais fraco em três anos. Somado a isso, as vendas de moradias existentes caíram 2,8% em janeiro, ao menor ritmo em quase dois anos, enquanto os estoques de casas no mercado subiram ao maior nível desde 1998. O índice de confiança do consumidor também recuou em fevereiro. Na Europa, as bolsas seguiram Wall Street e também despencaram. Entre as maiores baixas estiveram ações dos setores de energia, petróleo e telecomunicações. Em Londres, o índice FTSE-100 fechou em queda de 1,44%, a 5.791 pontos. Em Frankfurt, o DAX recuou 2%, para 5.796 pontos. Em Paris, o CAC-40 caiu 1,58%, a 5.000 pontos. Apesar do dia ruim, no mês as bolsas européias acumularam altas expressivas: 0,54% na Inglaterra, 2,15% na Alemanha e 1,06% na França.