Título: SBPC discute efeitos da enfermidade
Autor: Alda do Amaral Rocha
Fonte: Valor Econômico, 09/03/2006, Agronegócios, p. B16
O Programa de Prevenção e Combate à Influenza Aviária e à Doença de Newcastle deve estar implementado até setembro, acredita Ariel Mendes, vice presidente científico da União Brasileira de Avicultura (UBA). Ele participou ontem de coletiva na SBPC - Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência para discutir os riscos da gripe aviária para o Brasil. Uma portaria sobre o programa está em consulta pública até o dia 23 deste mês. Segundo Mendes, o plano deve ser implementado inicialmente nos Estados do Sul do país, que são os mais adiantados na implantação das medidas. Mas ele avalia que os riscos de o vírus H5N1 da gripe chegar ao Brasil são reduzidos, já que o país recebe aves migratórias da América do Norte que ainda não tem o vírus. De qualquer forma, sete laboratórios de referência do Ministério da Agricultura devem ser equipados para realizar os testes para detecção da doença de forma rápida, segundo Mendes. Mas caso o vírus eventualmente chegue ao Brasil e atinja humanos, como ocorreu na Ásia, os especialistas admitem que seriam necessários pelo menos seis meses para desenvolver uma vacina para humanos. O professor Edison Luiz Durigon, titular do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, afirma que uma nova pandemia de influenza em humanos - que acontece sazonalmente - deve ocorrer. Mas o que não se pode afirmar é se será causada pelo H5N1, que atinge as aves. Ele acredita que uma eventual contaminação de populações ocorreria na região Sul da China, onde surgiu o H5N1. Ontem, a Albânia confirmou seu primeiro caso de gripe aviária em frangos encontrados mortos no vilarejo de Cuke, no sul do país, e a Bélgica divulgou uma suspeita de que o H5N1 pode ter infectado um homem que esteve visitando a China, segundo agências de notícias internacionais. (AAR)