Título: Setor de serviços em alta nos EUA e na Europa
Autor:
Fonte: Valor Econômico, 06/04/2006, Internacional, p. A12
A atividade do setor de serviços melhorou nos EUA, onde já registrava um nível alto, e manteve-se no patamar recorde que havia registrado no mês passado na zona do euro. No caso americano, o índice feito pelo Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) subiu de 60,1 pontos registrados em fevereiro para 60,5, em março. No caso europeu, o índice feito pelo NTC conservou-se em 58,2 pontos, o que continua a ser o melhor resultado em cinco anos. Leituras acima de 50 pontos nos dois índices indicam expansão. A melhora da atividade no setor de serviços americano foi acima das expectativas dos economistas e indica que a economia dos EUA está crescendo de modo sólido. Analistas dizem que o resultado deve servir de base para que o Fed (Federal Reserve, BC dos EUA) aumente novamente os juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária, marcada para maio. "O relatório indica que o momento da economia é bom e provavelmente reforçará a tendência do Fed de apertar ainda mais sua política em maio", disse Elisabeth Denison, economista do Dresdner Kleinwort Wasserstein. O Fed vem acompanhando de perto a baixa na taxa de desemprego e outros sinais de que a economia viria se aproximando do uso total de sua capacidade instalada. Já na zona de moeda única européia, o índice medido pelo instituto NTC mostrou que a indústria de serviços estabilizou-se no maior patamar de cinco anos. Os serviços são responsáveis por um terço da economia da região. "A aceleração da Europa está confirmada e deve continuar assim no próximo trimestre", disse Janwillem Acket, economista-chefe da Julius Baer Holding, em Zurique. "As indicações disso não estão vindo só das exportações, e sim cada vez mais do investimento e do consumo. "Talvez estão indo melhor do que esperávamos", disse Howard Archer, economista da Global Insight. Espera-se que o Banco Central Europeu mantenha seus juros em 2,5% na reunião de hoje. Mas analistas esperam que o BCE aumente os juros duas vezes neste ano.