Título: Colheita de café pode somar 48,6 milhões de sacas e alcançar novo recorde
Autor: Lopes , Fernando
Fonte: Valor Econômico, 08/01/2010, Agronegócios, p. B11

O Brasil pode colher em 2010 uma safra recorde de café. A estimativa anunciada na quinta-feira pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta para uma oferta entre 45,89 milhões e 48,66 milhões de sacas. Caso o limite superior seja alcançado, a produção vai superar as 48,48 milhões de sacas colhidas em 2002, volume que é, até agora, o maior já produzido no país.

O ciclo de 2010 é de alta na bienalidade que marca a produção de café. Por conta disso, os primeiros dados apresentados pela Conab representam um crescimento entre 16,3% e 23,3% em comparação às 39,47 milhões de sacas colhidas no ano passado, que foi de baixa no ciclo. Em comparação a 2008, último ciclo de alta do café, a estimativa do governo pode representar uma queda de 0,2% se o limite de baixa for atingido, ou um crescimento de 5,8% se a análise for feita levando-se em conta o teto.

Além do ano de bienalidade positiva, as condições climáticas foram consideradas favoráveis no período da floração, fator que deve contribuir para o aumento da oferta em 2010. Apesar da oferta maior, o governo reconhece que as chuvas entre julho e outubro do ano passado geraram várias floradas, fator que pode prejudicar a qualidade do café. "No momento da colheita haverá frutos em diversas fases de desenvolvimento, desde frutos verdes até frutos secos", informa o relatório da Conab.

A produção de café arábica vai oscilar entre 33,9 milhões e 36,1 milhões de sacas. O resultado é um crescimento entre 17,7% e 25,2% em comparação a 2009. No caso do robusta, a safra brasileira deste ano está estimada entre 11,9 milhões e 12,5 milhões de sacas, um desempenho que representa um aumento entre 12,5% e 17,9% ante o resultado obtido no ano passado.

Levando-se em consideração a média entre o limite de alta e de baixa, o Estado de Minas Gerais segue como o maior produtor nacional, com 23,94 milhões de sacas e participação de 50,7% da oferta nacional. Na segunda colocação segue o Espírito Santo, seguido por São Paulo, com uma participação de 24,9% e 8,4%, respectivamente. (AI)