Título: Infraero adota medidas urgentes para liberar cargas
Autor: Watanabe, Marta ; Komatsu, Alberto
Fonte: Valor Econômico, 10/05/2010, Brasil, p. A3

De São Paulo

A combinação de greves nos portos asiáticos e da troca de modal nas importações pelas indústrias da Zona Franca de Manaus causou crescimento acima do esperado no movimento de cargas do aeroporto da capital amazonense. Com o aumento de 242% no volume movimentado no primeiro quadrimestre, a liberação de cargas ficou mais lenta e o fluxo de insumos para as indústrias foi afetado. "Há cerca de 20 mil trabalhadores em casa em função da demora no desembaraço das importações e paralisação da produção", diz Maurício Loureiro, presidente do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam). Loureiro lembra que houve várias medidas de emergência tomadas pela Infraero para amenizar o problema, mas há preocupação em relação à capacidade de movimentação e liberação de cargas do aeroporto para o segundo semestre, já que as indústrias preveem aumento no volume de desembarques por avião. Geraldo Moreira, diretor-comercial da Infraero, diz que o órgão estima, com base em consulta às próprias empresas, um segundo semestre quase de volta à normalidade. Ele explica, porém, que mesmo depois de consultar as indústrias de Manaus, o volume de importações no primeiro quadrimestre cresceu muito acima dos estimados 30% a 40%. A Infraero, ressalta Moreira, tomou várias providências para tentar acelerar a liberação das cargas que estão acumuladas no aeroporto. O horário para liberação e entrega de cargas foi ampliado para 24 horas em operação, inclusive sábado, domingos e feriados. O horário normal é de segunda à sexta até as 22h00. Funcionários de terminais de carga de todo o país foram chamados para trabalhar em Manaus. Além disso, houve contratação de pelo menos 113 trabalhadores terceirizados. As medidas também incluíram a aquisição de 13 empilhadeiras e 2 mil paletes de madeira. Houve também instalação de armazéns estruturados, para abrigar as cargas acumuladas no porto. Segundo Moreira, a convergência de muitos fatores acabou gerando movimentação acima da capacidade do aeroporto no início do ano. Se necessário, diz, as medidas de emergência serão mantidas para garantir fluxo no desembaraço.(MW)