Título: BNDES pode ampliar crédito à Eletrobrás
Autor: Travaglini, Fernando
Fonte: Valor Econômico, 01/04/2011, Finanças, p. C7
De Brasília O Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou o limite de exposição de riscos do BNDES para as empresas do grupo Eletrobrás. De acordo com a norma publicada ontem, as companhias elétricas estatais com dívida no banco deixam de ser computadas pelo valor consolidado das operações do grupo e passam a ser consideradas individualmente, para o cálculo da exposição a risco por cliente no BNDES. Com isso, o limite de empréstimos passa a ser agora de 25% do patrimônio de referência do banco para cada empresa individualmente, que equivale a R$ 20 bilhões.
A decisão estende para o setor elétrico o mesmo tratamento já existente para empresas do setor de petróleo. "É uma excepcionalidade de um banco controlado pela União que tem o objetivo de fomentar o crescimento e as empresas que também são controladas pela União", disse Sidnei Correa Marques, diretor de liquidações do Banco Central (BC).
Segundo ele, o objetivo é fornecer condições para a ampliação dos investimentos tendo em vista o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "O conselho considerou a perspectiva de aumento do endividamento. Mas hoje a Eletrobrás está enquadrada", disse.
Em outro voto, o CMN autorizou a utilização de remessa expressa para o envio de cheques e cheques de viagem para cobrança ou liquidação no exterior. O objetivo é reduzir custos, já que, antes, os documentos deveriam ser enviados por empresa internacional de valores.
O Banco Central fez ainda alguns ajustes na norma de contratação de correspondentes para as instituições financeiras no país, incluindo firmas individuais (empresários), cooperativas e empresas públicas, que haviam ficado fora da norma publicada no mês passado. Hoje são 152 mil pontos de correspondentes no país.
O BC também aprovou a proposta que reconhece a participação da instituição portuguesa Caixa Banco de Investimento em até 35% do capital da Banif Corretora de Valores e Câmbio.
O Ministério da Fazenda ampliou o limite para a contratação de operações de crédito para execução de ações de saneamento ambiental e de pavimentação de vias urbanas, selecionadas para o PAC.