Título: Estatal será pioneira em águas profundas nos EUA
Autor:
Fonte: Valor Econômico, 13/09/2006, Empresas, p. B9

A Petrobras será a primeira empresa a produzir petróleo em águas profundas do Golfo do México, onde foram descobertas as maiores reservas daquele país nos últimos 15 anos. As descobertas situam-se numa área conhecida como quadrantes Walker Ridge e Keathley Canyon. As estimativas apontam reservas de 15 bilhões de barris de petróleo.

Naquela região foram descobertos os campos de Cascade, Chinook, Saint Malo, Jack e Kaskida, esse último operado por um consórcio liderado pela BP. A companhia brasileira opera as descobertas de Cascade e Chinook e ainda tem participação de 25% na descoberta de Saint Malo. Esse campo é explorado por uma joint venture operada pela Chevron com 41,25%. Os outros sócios em Saint Malo são a Devon Energy com 22,5% do negócio; a Statoil com 6,25%; a Exxon com 3,75%; e a Eni com 1,25%.

O presidente da Petrobras América, Renato Bertani, se disse animado com as perspectivas de novas descobertas de petróleo em águas profundas do Golfo do México, onde a Petrobras já tem um portfólio de 287 áreas de concessão e de mais 34 áreas onde aguarda aprovação do órgão regulador daquele país.

"Hoje o risco na área ficou muito baixo. Cada poço (que se perfura) tem uma nova descoberta e o potencial da região é enorme já que além dessa descoberta, outros prospectos serão perfurados na área", disse Bertani, informando que somente a Petrobras tem outras seis concessões.

A previsão do executivo é de começar a produzir cerca de 80 mil barris/dia em 2009 nos campos de Chinook e Cascade, onde a estatal se tornou operadora depois de comprar recentemente a participação da BHP. Bertani espera definir até o fim do ano se a Petrobras vai afretar uma plataforma flutuante de produção e armazenamento (FPSO) que poderá ser desconectada dos poços e levada para um lugar seguro durante a temporada de furacões. Hoje a plataforma FPSO que a Petrobras analisa está operando na China, mas se as negociações não forem adiante a companhia brasileira vai encomendar a construção de uma unidade. (CS)