Título: Juro menor muda peso dos custos e taxas
Autor: Fariello, Danilo
Fonte: Valor Econômico, 15/01/2007, Eu & Investimentos, p. D1

Com a expectativa de continuidade da queda dos juros, as taxas de carregamento - sobre aportes ou saques - e de administração da previdência privada tendem a ser, em algum momento, reduzidas. Isso ocorreria porque o PGBL e o VGBL poderão vir a perder atratividade pelo rendimento, como ocorre com os fundos em relação à caderneta de poupança. No entanto, isso poderia demorar, pois mesmo os fundos relutam em cortar taxas.

Independentemente dessa revisão, o mercado já prevê que o crescimento entre 30% e 40% ao ano não durará muito. Embora o número de participantes possa continuar a crescer, o grosso das transferências para o setor deve estar próximo do limite. "Com o estoque alto, a tendência é avançarmos a taxas um pouco menores", avalia Marco Antonio Rossi, da Bradesco Vida e Previdência.

Segundo Renato Russo, da SulAmérica, será um grande desafio para o setor crescer mais em um cenário de juro menor. "Para isso, será necessário buscar maior segmentação de mercado." Isso já começou e um exemplo é o avanço de produtos para menores. No último ano, por exemplo, os aportes em planos para crianças e jovens já cresceram em ritmo maior, de 47%, enquanto para os planos individuais regulares os aportes avançaram 23%, segundo a Anapp.

Para Osvaldo do Nascimento, presidente da Anapp, nesse cenário de juros baixos, planos com ações - que representam apenas 6% do mercado - terão maior potencial de crescimento. Mas Russo, da SulAmérica, diz que essa migração para planos de maior risco será lenta. (DF)